Como funciona o financiamento da casa própria?
Confira os pontos que realmente importam sobre o financiamento imobiliário na hora da compra do seu novo imóvel. Esclareça suas dúvidas e acerte no financiamento.Muitas pessoas veem o financiamento como a melhor alternativa para comprar o seu próprio imóvel. Esse realmente é um jeito eficaz de adquirir a casa própria, pois, ao invés de pagar aluguel, o comprador paga um valor mensal para quem financiou o imóvel. A cada parcela paga, o imóvel vai sendo quitado e o comprador fica mais tranquilo por saber que praticamente já possui sua casa própria.
No entanto, é importante ficar atento a algumas questões para evitar surpresas e negociar com tudo esclarecido.
Primeiramente, reserve um tempo para pesquisar ao máximo sobre condições de pagamentos. Há bancos que parcelam o financiamento por até 35 anos. Se o seu objetivo for pagar parcelas com preços reduzidos, procure esses bancos, mas esteja ciente que o valor final dos juros pode sair um pouquinho mais salgado, já que é cobrando juros que o banco sai lucrando nessa negociação.
Sistemas de Pagamento no financiamento bancário
O mercado brasileiro pratica o financiamento de três maneiras: pela tabela Price (com parcelas de valor fixo), pelo Sistema de Amortização Constante, o SAC (com parcelas que diminuem ao longo do tempo), ou da forma mista, que faz uma média das parcelas entre os dois sistemas anteriores para chegar a um valor final.
A maioria dos bancos oferecem opções de simulação de financiamento on-line. É prático e vale a pena simular. Dessa forma, você terá parâmetros para saber o que compensa mais no seu caso.
Para não ter surpresas, fique ciente de que as parcelas, assim como qualquer produto, também são reajustadas conforme a inflação. Então se você começar pagando parcelas de R$100,00, por exemplo, pode ser que no ano que vem você pague R$119, se essa for a porcentagem da inflação.
O cálculo feito pela instituição financeira para liberar o dinheiro do financiamento considera os seguintes pontos: o preço do imóvel, se ele é novo ou usado, a cidade e a renda do comprador. Vale lembrar que a renda apresentada deverá ser comprovada (já que o valor das parcelas não poderá ultrapassar 30% do orçamento familiar bruto). As parcelas, por sua vez, são calculadas de acordo com o prazo de pagamento e o tipo do financiamento (SAC, Price ou misto).
Opções de financiamentos
Hoje, os financiamentos são realizados geralmente de três formas: pelo FGTS, pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) ou diretamente com as construtoras.
Financiando com os recursos do FGTS, a negociação tem algumas restrições. Só podem participar pessoas com uma determinada renda familiar máxima, valor que varia de acordo com a região do país. Por esse sistema, as taxas de juros são menores.
Pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), não há limite de renda, porém, a maior desvantagem desse tipo de negociação é que a taxa de juros pode ser maior que 12%, o que é considerado relativamente alto.
Por fim, quando o financiamento é feito diretamente com as construtoras, é possível ter mais flexibilidade em praticamente todos os pontos da negociação. Não há imposição de limites sobre os valores financiados, rendas ou taxas de juros. Porém, há que se ter muita certeza e clareza na hora de fechar o negócio diretamente com a construtora.
A questão da hipoteca é a que mais preocupa. Caso o comprador não consiga quitar corretamente sua dívida, ele automaticamente perderá a casa. Há a possibilidade também da construtora falir antes do término da obra. Esse fato vai deixar a pessoa que iniciou o financiamento sem imóvel.
Por isso, antes de entrar em um financiamento com a construtora, pesquise seu histórico e tenha certeza de que está fazendo um bom negócio.
Documentos necessários
Após pesquisar qual será a melhor forma de financiamento para você, separe os documentos necessários para iniciar a negociação com a instituição financeira, que são: originais e cópias do RG e CPF (do casal, quando for o caso), dos comprovantes de estado civil e de renda (holerites, extratos bancários e declaração completa de imposto de renda do casal, quando for o caso). Autônomos devem procurar o gerente de seu banco sobre os documentos específicos necessários a serem apresentados.
Portabilidade do financiamento imobiliário
Uma questão que poucas pessoas sabem é sobre a portabilidade de crédito. Conforme o Banco Central, a portabilidade de crédito é uma forma de se levar uma dívida de um banco para outro. A pessoa que pegou o financiamento em um banco pode levar essa dívida e passar a pagar as prestações em outro banco, se esse outro banco concordar com isso. O cliente geralmente opta por usar a portabilidade do crédito quando o outro banco oferecer juros, tarifas e encargos de empréstimo ou financiamento mais baratos que o primeiro.
Agora que você já tem as informações cruciais sobre como começar um financiamento, planeje com calma suas próximas ações. Realizar o sonho da casa própria merece esse cuidado!
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